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Quando estou preenchida pela poesia, o meu interior encontra-se completamente em êxtase, transformando em lágrimas de saudade.
Êxtase de amor, de dor, separação, solidão...
Daqueles que nunca mais vi outros que conviveram, que não estão mais aqui. Daqueles que se foram eternamente... Das Amizades que sucumbiram, dos amigos que se foram, do encanto que não mais retorna! Onde estou agora? Por que de repente a solidão? Qual entrelaçamento se transformou em total agonia?
Não quero ser como um lagarto que sozinho se satisfaz gerando a própria fecundação. Por que falar em gerar se for fecundada e abençoada? Bênção que vem do Senhor, minha segunda geração que pertence a Deus.
Será que quero retroceder no tempo, lembrar da juventude, do casamento, buscando aquele amor de igualdade? Duas árvores que se encontram e encantam realizadas em felicidade?
Sei o porquê do êxtase: a solidão.
Saudade da criança chorando, crescendo, correndo, brincando, brigando, suando, falando, alegrando um simples lar!
Saudade do adolescente, aborreceste e depois o homem que vi, ouvi, criei, amei. Esqueci que não era meu. Era emprestado.
Ah! Obrigado Senhor! Ele se foi para começar tudo outra vez! Viver sua vida a dois. Tudo se repete só muda a época e o endereço. Do seu entrelaçamento ele gerou a vida que trouxe vida, vivendo a vida!
Ah! Meu filho – semente carregada por mim, que saiu de dentro de mim, também árvore que deu fruto: belo fruto, tão parecido com o meu fruto. Deus abençoe a tua geração, obra do Criador, fecundado por ti, metade de mim!
Quanto ao êxtase da saudade e da solidão... Já se foi. Nada mais era senão as lembranças do que já foi. Passarás por momentos como o meu, porque em seu ninho haverá solidão. Mas depressa restaurará, porque tem amor! Estará pronto, completamente pronto, sentindo o verdadeiro ar, oxigênio raro da bênção de ter um lar!
O seu lar, de respeito e amor. Conseguiste formar a tua família, minha segunda geração.
Obrigado, Senhor!
Um tributo ao meu filho Marcos Amberget.
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