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Da rosa, que não rosa, mas sedosa
Por tuas delicadas mãos colhida
Com uma sofreguidão desmedida
A sede matei à alma dengosa
Uma alma saciada e generosa
Profícua em sonhos, às vezes sofrida
Carente de amor, só e desvalida
Que recebeu de presente uma rosa
Hoje humildemente te agradeço
A singela oferta que não mereço
E tornou o meu dia mais feliz
Com o espírito de um petiz
Perfumei de palavras escrevendo
Este afecto, que me faz bem… doendo.
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