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Lúcia Ribeiro

   

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A tua rosa
© Lúcia Ribeiro

     

 

Da rosa, que não rosa, mas sedosa
Por tuas delicadas mãos colhida
Com uma sofreguidão desmedida
A sede matei à alma dengosa

Uma alma saciada e generosa
Profícua em sonhos, às vezes sofrida
Carente de amor, só e desvalida
Que recebeu de presente uma rosa 

Hoje humildemente te agradeço
A singela oferta que não mereço
E tornou o meu dia mais feliz

Com o espírito de um petiz
Perfumei de palavras escrevendo
Este afecto, que me faz bem… doendo. 

    

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