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Lúcia Ribeiro

   

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Abandono
© Lúcia Ribeiro

     

 

Vivendo só, triste e desesperada,
No labirinto do amor se perde.
Infeliz, ao céu sua voz ergue,
O seu desejo é carne abandonada.

Numa ânsia de entrega deliberada, 
Entre os cetins e rendados se perde.
Num corpo que a idade deixou imberbe,
Habita agora uma alma destroçada.

Na longa espera vai debitando,
A retalho, prazeres aqui e além.,
Corpo feito, o colo d’alguém buscando.

Sua procura um constante vaivém,
Seu corpo gingando, seu corpo arfando,
No périplo amoroso se entretém.

In “SENSUALdade1

    

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