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Pudesse eu não ter orgulho,
Ser boa,
Nem vaidade, nem vontade, nem desejos,
Ou coisa alguma que machuque
E doa,
E fure aos pouquinhos o peito.
Pudesse eu amar
Sem a ânsia de ser amado,
E viver somente,
Sem esperar coisa alguma,
Simples como um inseto alado,
Dentro da insignificância sua.
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