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Depois que você apareceu
Na minha vida
Bordada de rotinas,
A espera e eu
Nos tornamos um céu,
Majestosa ilha,
Um tapete trançado
Pelas mãos
Do Acaso,
Do ardiloso destino.
Trilhamos, desde então,
Único caminho,
Somos partes do mesmo chão,
De um caleidoscópio lindo.
A espera me deu,
E devolvi a ela,
As paisagens borradas
De mágica janela,
Por onde olhamos, abstraídas,
Cenas de futuro e passado,
Mosaicas telas,
Paisagens esmaecidas.
Assim, nos escapa o presente
Por entre
Nossos dedos gelados,
Como o fio foge
De nobres
Mãos fiandeiras.
Da espera e de mim
O presente escapa,
Por essa janela
Inventada,
Que, do nada,
Fizemos surgir,
Para que, debruçadas nela,
Esperançosas e belas,
Víssemos você assim:
Nunca partindo,
Chegando apenas,
Para ficar só comigo,
Eis que, com tua chegada plena,
A espera teria ido.
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