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Em meu olhar tristeza.
Em minha boca amargor.
Em meu semblante desespero.
Em minha vida sofrimento e dor.
Olhar de uma tristeza infinita
de uma existência sem amor...
Nota-se reflexos de uma infância sofrida,
sentida e de infinitos pesares.
Mostras no corpo de incontidas dores.
No choro de uma criança,
da fome que a ela atormenta,
por carinho, afago que não houve...
Por pai que não chegou a conhecer!
Perdido no mundo e na mão do mundo,
do homem que não pensa e faz a guerra.
Da guerra que enriquece a poucos
esmagando com seu peso a muitos,
exterminando sistematicamente os povos.
Aniquilando e mutilando multidões.
Que devasta cidades, estados, países...
Que afasta do seio da família
pais, mães, filhos e irmãos.
Resta criança nua na calçada.
Sem pai, sem mãe, sem morada...
Morrendo aos poucos com frio.
Perdido na vida... Sem nada!
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