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Lurdiana Araújo

   

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Amores em vão
© Lurdiana Araújo

     

 

Da lua cheia ao remanso, quem sabe
Um dia a vida seja o meu encanto.
Atordoado de amor, talvez eu derrame
Um pranto, de quem ama ou sorri.

Fui teu escravo lua nova, quando
Estavas lá no alto, triste, minguante,
Ofuscada pelo infinito azul do mar.

Embalei-te em canções de ninar
Embalei-te como se embala anjos
Caídos. Fiz canções para te exaltar
Derramei por te meu pranto, por te
Fui criança abandonada, perdi o encanto.

Da terra ao firmamento em uma só razão,
Fui tolo, bem sei, querer tocar a lua com as mãos.
Acariciei-te com um olhar piedoso,
Deslizei suavemente teus seios em pensamentos,
Rebusquei-me de carinho por ti.

Deitado na relva fria, ao sopro da brisa,
Fascinado por te, acordei quando já era dia.
Minha casa, branca e pequena lá no alto
Da colina, abriga uma cama vazia, de quem
Da vida foi embora em busca do amor da lua.

Fostes crescente amada lua, de infinita beleza
Olhei para ti alucinado, eu tinha um olhar de escravo,
Escravo apaixonado, embriagado, da lua enamorado.


Quem dera, Deus, não deixasse chegar este dia.
Lua cheia me negastes o brilho do teu ser,
Ou será que a vida cheia de mistérios,
Negou-me o direito ao teu amor?

Sem teu amor, amada lua, a vida perde a razão.
Sem o brilho do teu ser, não posso existir não.
Quando te olhando fixamente jurei amor eterno,
Toquei o céu com as mãos.
Sem teu amor vou partir, da vida ao remanso.
Levo na alma a ilusão de amor jurado em vão. 

    

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