|
|
Da videira mais frondosa
Ao carvalho envelhecido,
De Baco à essência,
à benevolência dos dias,
é pura reticências
nos lábios do tempo.
Celebro meu canto
na doce aurora dos dias.
Aos deuses elucidados
nos caminhos do tempo
o néctar, a vida, vivida.
Distribuirei sabor,
aos cânticos da vida,
darei amor ao desamor,
revogarei as despedidas.
Eu vinho, quando vinhas
no tempo e na vida,
acompanharei sem despedida
as metamorfoses vividas.
|
|