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Abracei minha canção,
Para celebrar um mundo novo.
Quero da vida o perdão,
Para os que perderam a direção.
Para os que perderam a esperança
De lutar pela vida, construir
Tudo de novo.
Para os que acreditam que viver
É assim como morrer,
Dois pólos que se fundem.
Paradoxo incontestável em
Qualquer vida despida.
Luto e reluto para encontrar a direção,
Deixar a vida sem lutar
Não merece perdão.
Vou polindo meu espírito como
Quem lustra diamante envelhecido.
Busco contestar o paradoxo que da
Vida tira o sentido.
Eu creio, luto para contestar o incontestável,
Se desejarmos mudar o mundo, não teremos
Pólos que se fundem.
E a vida será para sempre um caminhar
Sobre trilhos em perfeita comunhão sublime
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