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Ainda hoje, após tantos avanços na área da saúde, temos pessoas que morrem de câncer. Palavra forte, temida por todos, mas realidade de muitos. Embora, em alguns casos, já considerada como crônica e não mortal, essa moléstia, não perdeu o seu “status”, nos primeiros lugares das listas de doenças letais. Vários são aqueles que, apesar de não serem o foco das notícias nos meios de comunicação ou que tenham inserções ao vivo nos telejornais, travam batalhas diárias, a favor da vida. Fazem filas em hospitais e lutam para obterem respeito e ajuda de suas famílias e da sociedade. Porém, seus chamados se perdem ao vento, não encontrando eco, naqueles que poderiam ampará-los.
Faço deste texto um protesto, pois hoje, no jogo de interesse da mídia, somente há espaços para as lutas em prol da morte e da realização de ambições financeiras.
Deixando o infortúnio de nossos heróis, no anonimato.
Homenageio esses bravos, com versos a seguir, inspirados em uma amiga que lutou, ganhou batalhas, mas perdeu a guerra. Porém, deixou como legado sua história, carinho e amizade, para aqueles que a conheceram e a consideram heroína anônima da vida real.
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Achei inspiração
Em alguém que me traz
Grande emoção;
Alguém que luta
Numa batalha
Voraz e bruta;
Seu troféu é a vida,
Tudo o que ela traz
E que a nós satisfaz;
Quer poder ter amores
E também dissabores;
Quer ver crescer
Alguém que viu nascer;
Quer ter a chance
De uma revanche;
Poder mostrar,
Que a tudo isso
Pode suportar;
Tem no sorriso
De sua menina,
Uma esperança divina,
De que tudo isso irá passar
E com o tempo
Só irá recordar,
De lamentos que se foram
Junto com os sofrimentos
Causados pela dor,
E que finalmente
Junto daqueles que a amam
Só restou amor.
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