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Eu posso vir a ser nuvem!
Posso voltar a ser gente!...
Mas ser Mar, é bem dif’rente
Por ser lindo e bem presente.
No vaivem constante e firme
Cortando a areia
a costa, em frente,
e até parece contente
Quando revolto e fremente
Destrói tudo à sua frente.
Sou barco!...
Barco humilde, pequenino,
e deito-me de mansinho,
no teu verde colo, OH!... Mar!
Gosto do teu baloiçar,
Foi ontem que sem sabermos
e quando era marinheiro
que te descobri no longe,
onde ninguém ía, OH!... Mar!
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