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Foi em 25 de Abril de 74, a Terra que Abril abriu.
Ainda sinto nas veias a força que Abril venceu.
Estava linda a madrugada, a brisa corria leve
O sol brando despontava e eu acordava em breve.
Mas o ar esse não, era diferente, respirava LIBERDADE,
E o Povo que estava ausente surgiu por toda a cidade.
Emocionada ouvia:
“ -Aqui comando das Forças Armadas!...
-Mantenham-se em vossas casas… “
Quais casas? Todos queriam participar
Nesse dia inesquecível todos queriam partilhar.
Foi assim com CRAVOS rubros,
Calando nas espingardas
Que ressurgiu para o mundo
As bandeiras hasteadas.
É PORTUGAL LIVRE!
Liberto da opressão.
Com lágrimas nos olhos e gritos na voz
“O Povo todo unido que jamais será vencido!”
Ali nasceu de novo
por uma Liberdade que não murcha
a cada momento,
RUBROS e VERDES
no coração e no pensamento.
Somos filhos, pais avós…
As portas que Abril abriu
Foi para todos nós.
Ainda sinto nas veias a força que Abril venceu.
Ainda tenho tudo aquilo que Abril ontem nos deu.
Maria Manuela Silva
Lisboa, 25 de Abril de 2004
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