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Porque choram os meus olhos
Em quentes prantos de dor
Cheio o coração de escolhos
Na estrada do desamor
Triste luta, infecunda
És a dor em sinfonia
Qual ferida imensa, profunda
Em eternal agonia.
Na distante caminhada
Dor, tristeza, solidão
Em prantos encarquilhada
Na Terra sem solução
Em poeiras embrulhada
Triste sombra na prisão.
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