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Sabe o que afirma todo mundo?
Coitado do José! E a Maria?...
Entraram num poço sem fundo.
Lembre-se do que eu dizia...
Sempre aviso porque sou amiga.
Só peço que não conte a ninguém.
De boca em boca espalha-se a intriga.
A invenção de tudo, não se sabe, porém.
Semeando a desavença vive a fofoqueira.
Vai de porta em porta; e, na cidade inteira
Deixa o veneno que lhe goteja da língua.
Como aranha, coloca a vítima na teia.
E vai sugando, sugando a vida alheia
Enquanto a verdade se deixa à míngua.
O vendedor de ilusões, p. 11
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