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Falar de mim? O que hei de dizer?
Sou aquela menina de vestido rasgado
Pés no chão.
Que monta num cavalo de pau
E galopa nas asas da imaginação!...
Do cerrado, sou pequenina flor
Que caída nos pedregais
Levanta-se como passarinho
E bem longe, expressa sua dor.
Não sou poeta, mas com emoção
Rabisco meus versos de amor.
Bebo minhas lágrimas e não permito
Que fique tristeza por onde eu for.
Com as pedras que me ferem
Vou levantando meu castelo.
Não carrego mágoas nem dores.
Na vida, tenho dois grandes amores:
Meus filhos a quem tanto venero!
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