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Desperta, ó serena, casta e salutar
Flor de nenúfar, cuja beleza irradia.
Nos lábios sem nenhuma quimera
Onde impera a humana fonte de poesia!
Nas fúlgidas e radiosas pétalas de anil
Desabrocha o gentil sorriso da criança.
Alma sincera, pura e atraente,
Rosa florescente — fonte da esperança!
Criança, quando sorris a tristeza soterra.
No seio da terra a aurora fulgura.
Dissipa as nênias do lúgubre sudário.
Apaga no calvário, o sol de amargura!
Criança, o teu sorriso ao mundo domina.
É como bonina no ermo de safira.
É o pássaro que canta em densa floresta
Cuja seresta, a minh’alma admira!
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