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És gota de orvalho que vigora
As pétalas desta rosa tão triste
Que insiste em soltar o perfume
Na brisa sombria, no fim da aurora.
És meu medo de amar
Na loucura do desejo
Que vejo nascendo em mim.
És minha canção de ninar
Quando, na escuridão, abandono
A realidade e o sono, pensando em ti.
És um barquinho que me leva
Para bem longe, da fúria do mar!...
És o encanto que nasce na poesia,
E fantasia meu medo de amar.
Enfim, és tudo que quero;
Mas, não sei se posso ainda.
Meu caminho se finda
Entre as mágoas e o sonho.
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