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No vale de sofrimento elevo um brado:
— Deus, vê o término do destino baldado!
Foram tuas mãos que nele se puseram?
Ah, meu Senhor! Se contra mim Te opuseste,
Tens o direito como o tens no inerte.
Que dirá a quem Tuas Mãos defenderam?
Tu és o Fiel Guia de um néscio
Em vales de rosas ou de espinhos.
És a Fonte de Luz que apagou no início
As ondulantes trevas entre dois caminhos.
Se Tuas mãos me ferem, não é nada.
Deste-me um jardim com flores tão belas.
Bem vejo, Senhor, que na longa estrada,
Lágrimas também formam aquarelas.
Castelo destruído, p. 73.
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