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Maria da Luz

   

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Gratidão a Deus
© Maria da Luz

     

 

No vale de sofrimento elevo um brado:
— Deus, vê o término do destino baldado!
Foram tuas mãos que nele se puseram?

Ah, meu Senhor! Se contra mim Te opuseste,
Tens o direito como o tens no inerte. 
Que dirá a quem Tuas Mãos defenderam?

Tu és o Fiel Guia de um néscio
Em vales de rosas ou de espinhos.
És a Fonte de Luz que apagou no início
As ondulantes trevas entre dois caminhos.

Se Tuas mãos me ferem, não é nada. 
Deste-me um jardim com flores tão belas.
Bem vejo, Senhor, que na longa estrada,
Lágrimas também formam aquarelas.

Castelo destruído, p. 73.

    

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