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Lembra-te, amigo de minh’alma,
A manhã calma que alegre sorria.
Em nossos corações, afeto irradiava
Como se fosse estrela em harmonia.
Lembra-te do horizonte de outrora,
Eterna aurora de nossa amizade.
Do nosso amor onde murmura
A voz de amargura da triste saudade.
Lembra-te dos momentos de encantos
Que se desfizeram em prantos pelo abandono.
Só minh’alma suspira com dores
Vendo as flores levadas pelo oceano.
Lembra-te e jamais me esqueças!
Porém, não desvaneças na agonia
Desta alma desfigurada pela amargura
Que hoje procura refúgio na poesia.
Castelo Destruído, p, 107.
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