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Jura, jura que nunca há de
Cultuar a loucura desse infeliz.
Jura pela tua vida,
Pela ingratidão que tanto arde.
Jura nunca dizer esse nome
Na quietude terna do teu amor!
Jura no teu furor, na tua angústia,
Esquecer toda a maldita ilusão.
Sim! Jura, ó alma graciosa e bela!
Ouço-te; mas não posso acreditar.
Se vejo tanta raiva no coração
E poderoso estro na luz do olhar!
Império dos desejos, p. 55.
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