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Oh! Não queiras ouvir a voz que murmura
Embriagando-te a alma inocente e bela.
Não dês atenção a esse fantasma que te revela
Tantas flores! — São para cobrir tua sepultura.
Olha a fantasia com sorrisos pardacentos
Anuviando-te o olhar e roubando-te da vida
Amor e ternura. Foge, há tempo ainda!...
É debalde inundares assim, teus pensamentos.
Não! Não é justo que teu mérito se dobre
Aos pés de um ídolo onde sempre encerra
Somente mentiras de uma essência tão pobre.
Esquece todo esse pensamento! E agora,
Procura um outro amor que assim, não erra.
E, não te maltrates tanto a beleza d’aurora!...
Castelo destruído, p. 35.
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