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Chega a noite...
E o manto que a natureza condena
Cobre a alegria suprema
Onde estremece um coração.
A natureza soluça...
E, na espessura do infinito,
Meus olhos alongam-se
Como um grito.
Estremece-me a voz...
E o peito sem amor
Suspira com ternura,
E se enche de calor.
Enrubesce-me a face...
E o sol que não conhecia outrora
Resplandece na poesia
Da luminosa aurora.
O sorriso adormece...
E tristonho, meu coração soluça
Pela dúvida que o aguça.
Castelo Destruído, p. 11.
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