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Maria da Luz

   

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MENTECAPTO
© Maria da Luz

     

 

A vida me abortou
Quando te conheci.
Eu queria ser completo 
E hoje, eis me aqui:
Horrendo, tremendo
tudo porque te usei.
Agora, tu me usas.
Neste desafio covarde
meu corpo arde
e se decompõe.
Quisera fugir,
mas não posso.
Eu me confundo
entre fantasmas
no mormaço
das trevas sem fim.
Se busco a realidade
encontro desassossego
querendo dar cabo de mim.
Se vejo o céu, 
caio no inferno.
E assim derreto-me
na febre
bacanal, infernal.
Quisera eu mudar o destino.
Mas não consigo
Ver além do “amigo”
Que me injeta a morfina;
Oferece heroína, cocaína
E me rouba a própria alma.
Tudo isso me enoja...
Mas o que fazer então?
Perdi minhas forças!
Na imensidão,
sou robô guiado pelo mal.
Já não tenho paz.
Não tenho nada
além da brutalidade 
que me invade.
Sou um mentecapto 
que segue
no descaso imenso,
tenso, 
fumando a vida... 

O vendedor de ilusões, p. 43.

    

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