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Vem, priminha!
Tu queres meditar?
Ainda que pequeno,
Há um lugarzinho pleno
Do encanto que precisas
Lá, no fim do asfalto!...
Sim! Leva-me, por favor!...
Cansei de ver o progresso
Matar o meu Cerrado.
E, num intuito ousado,
Revirar o solo em busca de minérios.
Diz que meu ideal é primitivo.
Vangloria-se pelo sucesso.
E se ri do sonho em que vivo.
Vamos! Leva-me daqui!
Eu não quero ver a fome
Da criança crescer,
No solo que se torna estéril!...
Poderia, sim, haver progresso,
Sem sacrificar a vida
Desta terra tão querida!
A dor está arfando no peito;
Pela saudade da ruazinha estreita.
Sou a filha que não aceita
Perder a riqueza natural
Da terra em que nasceu.
Vamos!... Como diz meu filho:
“Estou farto de siri.”
Quero arroz com pequi!...
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