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Amo-te o olhar terno e profundo!
Olhar que se envolve em mares de doçuras.
Amo-te, estátua de alabastro, no fulgor inundo
Da fonte onde se deleitam realidades tão puras!
Amo-te a cada momento, a cada instante,
Talvez pelo sorriso que me ofereces.
Amo-te na tua simplicidade bela, diferente
Onde acaricia-me o peito com odores e preces.
Amo-te pelo farto lirismo concedido ao rude
Silêncio de minh’alma cansada e tardia.
Amo-te no apreensivo enleio, na celsitude
Do amor correspondido com tanta alegria!...
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