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Sozinha, em noite fria, à luz do luar;
Uma mulher divaga na praia deserta.
Sua alma chora pela esperança incerta;
Enquanto chuta as conchinhas do mar.
De repente, o coração começa acelerar...
Lembra com saudade do seu poeta;
Que de um sonho tão lindo a desperta
Pois quisera ele outro amor cultuar.
No disfarce da dor, ela sai em seguida.
Então, dentro da noite, um vulto se revela:
Depressa, entrega-me a bolsa ou a vida!...
Podes levar as duas — disse ela —
Não tenho nem dinheiro, nem vida!...
Apaga, logo a dor desta alma singela!...
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