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És o amor que emanou no meu coração
O estranho olhar da mágoa dorida.
És a alegria da minha pobre vida
E a fonte desejada de toda ilusão.
És a esperança que às vezes fascina
A vida, a alma desta pobre poetisa
Que nas líricas poesias te simboliza:
O querubim do vergel que a domina.
És um raio de luz nas minhas poesias
A canção que embala nas queixas sentidas
E repete nos sonhos de tantas ironias!
Enfim, és a tristeza que trago comigo.
És o sol de mil ilusões repetidas
E tudo que aspiro para o meu castigo!
Império dos Desejos – p. 17
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