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Tu que te alegras no requinte da desgraça,
Bancando tua vida com o sofrimento alheio
Da mãe, tira o coração e o despedaça.
E gargalha depois, dizendo: É um meio
De se vender felicidade a quem me procura!
Num momento, coloco magia no desespero.
E faço levitar nas estrelas, a triste criatura.
Sim! Do inferno tu és mágico, ó vil serpente!...
Ri, ó maldito! Ao contemplar o sofrimento
Daquele a quem tu corrompeste a mente...
Talvez um dia, tu ficarás também no desalento
Semelhante ao que criaste para tantas vidas!...
Quisera eu mostrar-te todas as pérfidas
Trapaças dos males que tanto semeias!...
Mas tu tentas calar-me também; sem me ouvir.
Assim, em tuas vítimas, vais tecendo as teias
Da covardia, da loucura enquanto se ouve: Bis!
Sim! Mil demônios aplaudem teus projetos vis.
Com sangue do próximo, tu regas teu dinheiro.
Não vês que o mundo inteiro chora a morte
Daquele que se deixou levar pela tua vilania?
Ah!... O discípulo de satanás, não sente a dor,
Enquanto a vida humana pelas drogas, negocia!...
Queres calar-me? Não tenho medo de nada!...
Se eu morrer agora, hás de ouvir a explosão
Das sementes que plantei em minha jornada!
Então, tu gritarás do abismo para onde fores:
De que valeu a glória que me deste, ó demônio,
Se não posso livrar-me das próprias dores?
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