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Tantas noites perdidas
Sem amor e sem porquê
Solidão intrometida
Que eu sei e não sei dizer...
No peito, chega a saudade
Entorpecendo o respirar
Paralisado - o corpo não reage
E o coração - parece estancar.
Latente a lembrança avança
E retorna à alegre e antiga vida
Que sem descuido, desta herança
Desta dor, nem me apercebia.
Noites e lembranças desfeitas
No pó da estipulada areia
Restrita na redoma de vidro...
Não volta o desejo da conquista
É madrugada...oportunista
a vida escapa e eu não vivo!
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