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Afasto – me dos derradeiros momentos
Porque são derradeiros, porque são
Amargos, tristes, doloridamente extensos.
Impotente, não tenho uma atitude de salvação!
Incapaz, incrédula, resguardo – me acanhada
Num silêncio, tantas vezes, mascarado
Por palavras exaustas, gastas e deterioradas
Por sorrisos inexpressivos e aniquilados!
Mortalmente apunhalada, aguardo o desfecho
Sinto na alma, no coração, todos os medos
Arrasto – me sem direção entre espinhos
Aguardo as dores que ferem nosso peito
Cessarem, e de todo sofrimento a despeito
Juntas, apazigüemos nossos caminhos!
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