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Fui registrada e batizada como Maria Teresa de Oliveira Albani. Mas hoje, se me chamam Maria Teresa, tenho que pensar duas vezes antes de responder. Porque aqui, neste mundo virtual, eu me tornei Maytê.
Antes mesmo de ser alfabetizada, já "escrevia", ou melhor, fazia umas quadrinhas e minha mãe copiava. E desde então venho escrevendo, respeitando meus ciclos de inspiração e motivação, já que - a exemplo de tudo que faço - a poesia exige de mim paixão.
Foi num desses ciclos pouco produtivos que, ingressando na Internet, conheci o design e me descobri capaz de criar algo mais que simples letras, passei a "vestir" os versos de amigos e a divulgar a literatura "virtual".
E assim surgiu o primeiro site, que pediu o segundo para que eu pudesse me profissionalizar; depois veio o terceiro, e já com uma marca consolidada, os sites foram acontecendo até se aglutinarem sob a égide Sites Maytê.
Hoje há dois personagens distintos, com os quais interajo na Internet: Mayte, a dos Sites, e eu mesma, aquela que rabiscava em momentos de instrospecção e agora passou a dedicar-se mais à literatura.
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