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Fechei pra balanço; quero descanso.
Deixa-me em paz, amor, deixa de ser falaz!
Não perca tempo; não vivo mais de momento.
Pensas que vou me entregar?
Nem sob tortura vou te aceitar!
Meu coração vive assustado...
Tu és culpado, insensato!
Chegas de mansinho, dizes que estás sozinho...
Conheces os meus segredos, meus medos.
Minhas fantasias, minha alquimia.
Sabes me induzir; só dizes o que quero ouvir.
Conheço-te bem, traidor.
Chamas isso, de amor?
Por ti estou a sangrar; mas não te deixarei entrar.
Casar-me-ei com o abandono.
Será ele o meu único dono.
Não pentearei mais os cabelos.
Doravante, serei puro desvelo.
Vá embora, amor, por favor!
Respeita a minha dor.
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