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Não freqüentei universidades.
Apenas entrego-me às minhas faculdades.
Recuso-me a metrificar o amor.
Como seria versejar medindo a dor?
Há uma leoa que ruge em meu ser.
Atendo aos seus anseios, com prazer!
Quando rumina, liberto-a.
Atiça-me, incita-me e abrasa-me.
É nesse momento que penso nos encartolados.
Riem-se de nós, pobres poetas esmolados.
Na ânsia de nos calar, criam regras, nos metrificam,
Do alto de seus jargões.
Sou brasileira, decente e consciente.
Ousada, atrevida e apaixonada pela vida.
Sou mineira ilota, que a própria nave pilota.
Só faço o que o meu coração consente.
Portanto, abram alas, que vou passar.
Tranqüilizem-se, não baterei em suas portas.
Desfilarei de purpurina, se essa for minha sina.
Brilharei à luz do infinito, abrirei comportas, não importa.
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