|
|
Aquieta-te e observa-me.
Posso ser o abraço do mar.
Ou quem sabe, o roçar do vento que sentes.
Posso ser a nau portentosa que aporta.
Ou um simplório veleiro perdido.
Posso ser a chuva de verão a banhar-te.
Ou quem sabe, a toalha do sol a secar-te.
Posso ser o anunciado dilúvio.
Ou quem sabe, uma tempestade em copo d’água.
Posso ser a nuvem multiforme te encantando.
Ou quem sabe, o arco-íris nas águas bailando.
Posso ser a noite fria e sem luar.
Ou quem sabe, um manto de estrelas a brilhar.
Posso ser a gralha ruidosa.
Ou quem sabe, uma pequenina ave mimosa.
Também, posso ser uma gaivota perdida.
Ou quem sabe, serei a fênix renascida.
Posso ser o amor que tanto buscas.
Ou quem sabe, aquele amor que perdeste.
Posso ser o teu tudo, talvez o teu nada.
Ou apenas, um sonho de festim.
|
|