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Incontáveis os dias diamante.
Que brilho tinha o farsante.
Beleza rara, alucinante.
Ofuscava o dia inteiro.
Quando a noite chegava...
O tal brilho desbotava.
Se o encarava, dissimulava.
Onde estava aquela luz, arrazoava.
Desconfiada, levei-o ao joalheiro.
Não valia uma moeda, nenhum dinheiro.
Pecinha inútil, quase me enganou.
Fiquei num tremendo mal-humor.
A intenção era transformá-lo num anel.
Que barbárie! Que vida cheia de nós!
Não o perdoei, fiz um escarcéu.
Condenei-o a prisão de Albatroz.
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