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Ressaca ou remanso?
Que mais quer o absurdo mar de agora
em tempo de quebrar quilhas
e acabar em ondas mansas
nas praias paradisíacas
desta impensável ilha?
Que mais quer a absurda vida de sempre
a regurgitar em idas e vindas
o passado e o futuro
do hoje da gente?
Que mais quer o tempo
esse alquebrado tempo
que não mede esforços
para fazer surgir em nossos rostos
suas marcas definitivas –
canhestro mapa-mundi
de quem muito já viveu
nas dobras retilíneas
de um impensado eu?
Vamos, ponha a nu sua algaravia!
Ó mar de rebeldia!
Ó vida de agonia!
Ó tempo de fantasia!
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