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Chove...
e a ilha cobre-se de um manto líquido.
Tudo desaparece e surge,
de repente, no trovão que estruge
um novo remoçar
de quem muito viveu
e traz impressa
nos traços ancestrais
toda a dor do mundo.
Uma dor que lateja
nos trovões ao longe ...
Breve haverá um arco-íris
que se abrirá em cores
e a ilha ressurgirá
limpa, fresca, cheirosa
a recender de amores.
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