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Caminho pela margem esquerda
do rio da Vida...
conto, compassadamente,
os passos que dou
e vou
rumo ao mar onde deságua
a mágoa
do sou, não sou.
Conto, vagarosamente,
as pedras do caminho:
algumas deixo de lado
e carrego outras como um fardo
fruto amargo
das sementes que plantei...
E fico admirada. Nem sei
como o fiz
e qual o juiz
tão justo em sua sentença
que faz minha consciência
avaliar meu trajeto
nesse rio tão incerto
que deságua
no tranqüilo mar aberto
onde serei, afinal,
um breve ponto final.
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