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Há um manto de lírios brancos
onde voam cisnes mansos
a estender-se no bulício
frio e revolto do mar
Há um deleite de rosas
a ecoar no silêncio
doce e carmesim dos lábios
dum vale de trigo maduro
Há um hino peregrino
uma maré-cheia de espaço
a bramir e marulhar
ondas gigantes no peito
E um clamor de vento
uma agonia do tempo
que trespassa almas e vozes
São êxtases de luz em mim
ecos palpitantes de ti
que se embandeiram estandarte
erguido mais alto e acima
de toda a poesia e arte
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