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Já não sei se foi amor este amor
Envolvido em desmedida paixão
Ou apenas a chama e o ardor
A volúpia irresistível do Verão
Já não sei se morrer se despertar
Do torpor da alma dilacerada
Por cicatrizes de dor a sangrar
Num apelo à luz da alvorada
Já não sei se no amor vivo ou morro
Os sonhos que há em mim pedem socorro
Para sorrir, cantar, dançar, viver
Nesta noite atulhada de palavras
E promessas perdidas nas estradas
Vou abrindo a porta ao amanhecer
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