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Uma chama crepita em pleno ardor
Vem febril meu ser inteiro orquestrar
Numa estranha sinfonia de amor
Com mil notas fulgurantes de luar
Um clarão que eclode e se agiganta
Um vulcão de fogo que inunda o mar
Uma cadência de ondas que encanta
Uma voz que envolve a sussurrar
Meu Deus que chama, que vulcão, que mar
Me compelem neste barco a embarcar
Rumando a uma longínqua visão?
E meu olhar cego de tanta luz
Só por tal sinfonia se conduz
Sorvendo o vapor desta emoção
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