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Prometo atravessar todas as pontes
Percorrer de minh' alma a natureza
Adentrar grutas remotas, subir montes
De mim sem pudor nem estranheza
Exorcizar angústias viscerais
De entre toda a vegetação de medos
Palmilhar baldios e matagais
Navegar rios além de penedos
Deixar toda emergir e saciar
A torrente que 'inda não se fez mar
Porque o dia finda e se faz tarde
E gotas perdidas suplicam fontes
Nuvens cheias clamam por horizontes
Gritam dentro de mim num mudo alarde
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