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Ai se eu pudesse, ó flor silvestre
Ser a tua essência a florescer
E perfumar toda a minha veste
Resgatar de teus perfumes prazer
E de entre esses lascivos odores
Que o campo intenta derramar
Inalar intensa toda a frescura
E nela envolta me deleitar
Ungiria o meu corpo inteiro
Dos místicos perfumes que o pecado
Me leva em sonho tão ligeiro
De amor só em amor deleitado
Ai quem me dera assim perfumada
A minha pele fina e macia
Guardava nela tão bem guardada
Dos teus odores toda a magia
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