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"Quem
te dera a esperança
De tua alma de criança,
Que perfuma teu dormir!
Quem dos sonhos te acordasse
Que num beijo t'embalasse
Desmaiada no sentir!"
(Álvares de Azevedo)
Suspirei por teu meigo afeto,
Como a rosa num deserto
Regada num cristal.
Pois, tão nítida esperança,
Desta alma de criança,
Em teus braços ver o sol.
Eu diria ao infinito:
Sê ao meu mundo bemvindo!
Semear nobre palor.
Pois, quem sabe estarias,
A compor as melodias,
Mais sublimes do amor.
O perfume exalaria
Numa aurora à luz do dia,
Ou quem sabe à escuridão.
Te traria no meu peito
A doçura do meu leito
Embalada ao coração.
Sou a alma ambulante,
E quem sabe neste instante
Encontrasse o meu destino.
Num lugar tão distante
O meu peito irá constante
À procura de um retiro.
Este céu vi nos teus olhos
Tão cativos e tristonhos
Mas repletos de abrigo!
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