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Diante da imagem, impassível e rara,
Meus olhos tênues na amplidão da cor,
Naus afogadas pela estrofe edificante,
Mármore absorta por idílico amor...
Ouvindo o surdo e lacrimoso ruído,
Na impassível loucura da tez insana,
Ungida por áureos e preciosos ritos,
Guerreira sem voz, na insensatez tamanha...
Teu corpo sombrio, e intactamente,
Vício sem culpa, no versejar eterno,
Manta agasalhando corpos dementes...
Gozos explodindo, por impassível duelo,
Ares expulsados dos pulmões tardios,
Ásperos ardores, nos clamores cios!
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