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De tanto amar, enxuguei a saudade
Em gotas de poesia vazia.
De tanto querer, semeei noite e dia,
Meu canto em matiz verdade...
Teu peito e o meu se uniram...
Meus olhos e os teus se desnudaram,
Nas lágrimas de amor se descobriram,
Nos jogos de carinho, transformaram...
A face do tempo, que partiu,
Pra ver a alvorada do abraço.
Sem ter que chorar a saudade...
Vem e faz de mim, felicidade!
E não as chagas de um triste fado,
Que se amolda sem sentido...
Queria ser o céu e teu destino!
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