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Ah! Esses teus olhos vazios...
Que tudo vêem e nada sentem...
Me dói, vê-lo ausente...
Na imensidão do amanhã...
Você viveu sem encanto...
Não, que este não tivesse...
Mas, não teve na vida: alegria...
A não ser escolher essa vida vazia...
Que agora te faz falta...
Você é essência de mim...
Faz falta pra mim...
Esse teu vago olhar...
Eu queria poder te dar tudo...
Mas, principalmente o direito de amar!
Oh! Mundo cruel...
Devolva-me meu Leo!...
Que tanta falta me faz...
Sinto imensa amargura...
Pois você foi a cura...
Da minha forma de amar!
Meu primeiro poema, feito ao meu filho
Leonardo ( Leo), portador de autismo.
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