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"Perdi a minha taça, o meu anel,
a minha cota de aço, o meu corcel,
perdi meu elmo de oiro e pedrarias..." (Florbela Espanca)
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Neste berço de afetos primitivos,
Donde meus sonhos se embalaram;
Por mãos de oiro, em castelãs moinhos,
Que ao velho sono me transportaram...
É como se pelos céus, místicos e infinitos,
Erguessem as mãos, e me tocaram!
Nas pedrarias deste anel tão bonito,
As minhas taças, a ti brindaram!
Ergo-te assim, na perdida inocência
Um vôo manso, à solidão infante,
Neste corcel, que habita pura essência...
Nas deslumbrantes pedras soluçantes,
Pelos amores, que perdidamente,
Alçaram mundos, bem mais distantes!...
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