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Quentes versos num calor dissoluto,
internalizam os meus sentimentos,
exteriorizam os vulcões convulsos,
que intempestivos, latejam momentos...
Injetando rimas em versos soltos,
presos apenas ao meu amplo tempo,
vivo incutindo o meu rosto,
ao inócuo e tão raro vento...
Como em lavas ancestrais,
Morrerei atada ao clarão voraz,
que incendeia a vazão, volvendo...
Portas em que medo espanto,
quando na pele, queimar o meu pranto,
e na voz, a "Inspiração" ardendo!
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