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Numa face concreta deste insano,
Peito meu, frio, ao teu edificavas,
Ah! Nígeras vozes ocultavas,
Na ternura evasiva, ledo engano!
Foi aqui, que ao meu choro amavas,
Fizeste deste meu corpo, leviano,
E desta mente, um roto pano,
Onde teu gozo sapiente, despejavas!
E hoje - sua imensa insensatez,
Fez de ti, ébrio nas lamas,
Que choras do temor em viés...
Mantendo-te um cão à palidez,
Permito-te ao meu olhar, as damas,
Que fazem dum homem, os seus pés!
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